segunda-feira, 22 de julho de 2013

Meu pai, um camelô.


Em memória
Esta história eu já contei, pra meia dúzia de pessoas,
e quem não acreditar, por favor, que conte outras”.

Centro da cidade de São Paulo, no Viaduto do Chá. Naquele tempo era comum que pessoas ganhassem a vida vendendo coisas, não muito diferente dos dias de hoje. Camelô, uma atividade comum na época. Alguns vendiam espelhinhos, pentes, brilhantina para o cabelo, graxa para sapatos. Meu pai vendia balas carameladas, outros vendiam maçãs do amor. Dentre muitos brasileiros que faziam o país na época, destacava - se um rapaz que já fazia sucesso. Seu nome: Sílvio Santos.  Meu pai contava que o povo se aglomerava em volta dele. Ele vendia barbatanas para camisa, também vendia canetas. A maneira especial de vender chamava a atenção. “- Ele pegava um pedaço de papelão, e com a caneta desenhava um alvo, atirava a caneta e saia com a caneta escrevendo, mostrando o quanto era boa” – contou meu pai.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Bola e o cano


"Uma relação estável”.
por Lúcia Fátima

Bolas, ora bolas! 

<continua>

A gravata do meu avô


Capítulo 1 – A gravata
Havia uma gravata dependurada no guarda-roupa do meu pai. Seu estado era velha e rasgada. Com o tempo despertou a curiosidade de perguntar para meu pai por que nunca usou aquela gravata.
- Porque essa gravata não é minha e sim do seu falecido avô – disse. Então meu pai contou - me a seguinte história...
Capítulo 2 – O cordão da sorte
Meu avô pegava o bonde no bairro onde morava para descer próximo ao mercado municipal. Tinha que descer com o bonde andando, pois não havia parada ali para descer. E descia sobre o trilho do bonde. Meu avô não era tão supersticioso, mas carregava no bolso do paletó um cordão que lhe dava sorte. O detalhe deste cordão é que quando estivesse em seu poder, não poderia olhar para trás, de jeito nenhum: “olhar sempre para frente, nunca para trás”, era esta a superstição. E assim era a vida do vovô todos os dias, contou meu pai.
Capítulo 3 – A sorte do vovô
Naquele dia, vovô como de costume, viveu a rotina de pegar o bonde e descer no mercado com o bonde andando. Imagine a sensação de descer com um bonde em movimento, lógico que numa velocidade devagar quase parando; parecia divertido.
Saiu de casa às pressas naquele dia; sentiu que faltava algo. Pegou o bonde e antes de descer sobre os trilhos, colocou a mão no bolso do paletó e sentiu a falta do seu cordão da sorte.
Final da história
Bem, vovô podia ter olhado para trás naquele dia. Vinha vindo outro bonde em direção contrária. Poderia ter olhado para trás e salvado sua vida. Não olhou, achando que seu cordão estivesse no bolso do seu paletó. Foi atropelado nos trilhos, próximo ao mercado municipal. A gravata guardada de lembrança era velha sim, mas não estava rasgada. Era a marca do trilho do bonde.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Vovó e o fotógrafo


Dedicatória
"À minha querida vovó"
 Naquela manhã, vovô já tinha saído para trabalhar. Vovó como de costume, fazia o serviço da casa quando ouviu tocar a campainha.
- Seria a Sabesp? - pensou ela.
Olhou da sacada e reconheceu seu vizinho, o fotógrafo.
Convidou para que entrasse.
- Aceita um cafezinho?
- Sim - disse ele.
E começaram a falar sobre o bairro da Vila Romana.
- Como mudou! - disse vovó. E lamentou a demolição da famosa fábrica de bolachas do bairro.
-Vou sentir saudades!
Então, o fotógrafo foi até a janela e para a vovó se lembrar, tirou uma foto do que restou da velha fábrica de bolachas.

Bola animada

 

"Presa, mas alegre”.
por Lúcia Fátima

Bolas, ora bolas! 




<continua>

sábado, 6 de julho de 2013

EXPOSIÇÃO


Bola pula-pula
"Sonhadora e feminina”.
por Lúcia Fátima

Bolas, ora bolas! Animação feita no Telecentro da Biblioteca Pública Mário Schenberg – São Paulo – 2.011.
                                                                Continua>

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Minha tia e certa editora

“Alguém disse que
 o tempo não para”. 

Toda vez que chegava à casa da minha tia, sempre havia na estante um livro novo para ler. Também pudera, ela trabalhava numa editora, localizada aqui mesmo no bairro da Vila Romana. Era livro pra cá, livro pra lá, sempre emprestava os livros que tinha, e eu cuidadosa para não rasgar, rabiscar ou manchar o livro emprestado. Essa tia que matriculou – me na escola, levou – me nos primeiros dias de aula. Incentivou à leitura, num gesto simples de emprestar livros. Agradeço a Deus por ter na vida, uma pessoa assim!
Dicas de leitura
Coração De Vidro - Autor: José Mauro de Vasconcellos - Editora Melhoramentos – 1964.
 Ilustração - Gioconda Uliana Campos
Meu Pé de Laranja Lima - Autor: José Mauro de Vasconcellos 
Editora Melhoramentos - 1968.