quinta-feira, 26 de julho de 2018

O sonho de Alice


CONVOCATÓRIAS MAILART
all in the golden afternoon
De um sono profundo, acorda Alice
vinda de um país, onde nunca existiu.
Existiu apenas, no sonho de Alice,
De viver em um país, das maravilhas.



terça-feira, 17 de julho de 2018

O meu rio


Passa o dia, passa a noite
é ele que me faz sonhar

Na esperança de trazer
de volta, o meu sublime amor

Que foi embora por este rio,
e nunca mais voltou

Arte postal para o Correio do Porto em Portugal 


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

As aventuras de Hanna


Primeiramente leia 
as historinhas abaixo, para compreender as aventuras.


Hanna a espiã

 Hanna e o drone
                                                                                                                                   


Porque Gustavo duvidou ao saber que Hanna sua irmã, é uma espiã. E agora, Robson, encontrando sem querer o drone no jardim do prédio onde Gustavo mora, curioso, quis saber sobre o desenho do escorpião e o significado das palavras: Brigada de Segurança dos Escorpiões, descrito no fundo do equipamento. 
— Minha irmã é uma espiã.

— Sua irmã uma espiã? Imagina - duvidou Robson.
Realmente é de se duvidar que alguém no Brasil possa ser um espião. Geralmente são russos ou americanos. Hanna, porém, é uma espiã brasileira. Mas há quem duvide.
— “Sou brasileira com muito orgulho e amo minha pátria” - declarou Hanna no último congresso realizado no Japão mais exatamente na cidade de Osaka onde fica uma das fábricas da Design Motors.
Hanna logo descobriria que Gustavo dissera a Robson sobre ela ser uma espiã. Hanna não poderia passar nervoso por causa do sexto mês de gravidez, por isso Gustavo resolveu contar a ela o quanto antes.
— Hanna fiz uma besteira.
— Mais uma Gustavo! O que foi desta vez?
— Sabe aquele cara que encontrou o drone no jardim e veio devolve - lo?
— Sei, o Robson. O que tem ele? - Hanna cortou a fala de Gustavo abruptamente. Ela não estava gostando nada do que iria ouvir.
— Contei a ele que você é uma espiã.
Calmamente e pedindo a Buda mais paciência do que era de costume, Hanna disse:
— Sabe Gustavo, eu nunca pedi para que você guardasse segredo sobre o fato de eu ser uma espiã, mas isso é muito grave.
— E tem uma outra coisa que você não sabe. A avó dele também é uma espiã. Achei que você gostasse de saber.
— Assim como mamãe?! – achando a conversa no mínimo  estranha.
— Sim, como nossa mãe. E só acreditei na história da nossa mãe ser uma espiã quando me mostrou o desenho do escorpião atrás da orelha dela. E ela que escondeu o desenho do escorpião atrás da orelha até que crescêssemos para nos contar.
— E você? Chegou a ver o meu escorpião? Olha aqui - disse Hanna puxando o cabelo para trás apontando para o desenho do escorpião atrás da orelha.

— E eu que nem pedi para ser uma espiã.
— Eu lembro, você ficou assustada. Foi bem naquela época que você descobriu que seu pai verdadeiro morava na Turquia. E ainda mora não é? E que o me pai não é o seu pai como você pensava e que somos apenas, meio irmãos!
— Você é meu único irmão Gustavo e isso me basta. Mas deixe - me pensar. Você está sabendo de muuuinto sobre a brigada. Portanto você vai fazer o seguinte para mim.
Hanna incumbiu Gustavo de fazer uma visita à avó de Robson. Gustavo inventaria uma desculpa para visita - la, só para saber que a “senhora que faz o chá indígena” é realmente uma espiã. Como?! Vendo o desenho do escorpião atrás da orelha dela com os próprios olhos.
— Vai lá e veja se o desenho é realmente o de um escorpião.
— Como se eu fosse um espião trabalhando para você.
— Isso mesmo Gustavo. Como se você fosse um espião. Esta será sua primeira missão, ok?
Hanna não iria deixar barato, o fato de Gustavo ter - lhe contado que havia dito ao amigo Robson que ela é uma espiã.
— “Gustavo terá que aprender muuuinto” - comentou Hanna em voz alta, logo que Gustavo saiu do escritório.
Em seguida, tocou o telefone e Hanna atendeu:
— Diga mamãe. Ok! Irei sim, contar as novidades.
Hanna soubera que a avó de Robson realmente é uma espiã.  Gustavo viu com seus próprios olhos e ainda, comentou que o desenho atrás da orelha dela é igual ao da mãe.

O sumiço de Gustavo
Gustavo não tinha dado as caras havia semanas. Agitada e desassossegada, Hanna foi ao apartamento de Gustavo.
— E então irmão, descobriu algo?
— Perguntei ao Robson se ele já tinha visto alguma vez o desenho de um escorpião atrás da orelha da avó dele.
— Mas Gustavo, era pra você ver e não perguntar se... tsc.
— Espera Hanna, ela mesma me mostrou. Robson convidou - me para tomar o chá indígena da avó dele. Hanna, você nem imagina como aquele chá é forte. E o gosto então? Argh. É muito ruim...
— Hã hã... Então dona Isabel é uma espiã de verdade.
— Era, quer dizer, foi. Como mamãe, que se aposentou.
— Que ideia Gustavo. Vejo que você não conhece nada sobre os escorpiões. Mamãe não é uma espiã aposentada. Escorpiões não se aposentam. São e sempre serão espiões por toda a eternidade.
— Não exagera vai Hanna.
— É sim Gustavo. É isso que fazemos para o resto de nossas vidas. Falando nisso, eu tenho um convite para fazer e espero que aceite, porque vai ser bom para você.
— O que você quer Hanna? Você sabe que eu tenho a faculdade para terminar ainda este ano.
— Você irá ao próximo congresso da Brigada de Segurança dos Escorpiões.
— Por mim tudo bem - disse Gustavo dando de ombros.
— Desta vez será aqui no Brasil.
Na verdade Hanna estava intimando Gustavo a comparecer neste congresso. Ele aprenderia sobre o trabalho que a Brigada de Segurança faz pela Design Motors, para as famílias dos funcionários e por muitas comunidades existentes no Brasil e no exterior.

O destino de Gustavo
Gustavo não sabia que o seu destin encontrava - se nas mãos da irmã. A ideia era que Gustavo pudesse entrar para brigada, ao mesmo tempo em que assumiria o cargo como gestor de riscos em tecnologia da informação, cargo de muita responsabilidade dentro da organização, onde envolveria a alta direção e a participação da brigada.

A gravidez de Hanna
A barriga de Hanna crescia a cada dia.  Aos 39 anos de idade Hanna estava em situação complicada, com uma gravidez nada tranquila, portanto solicitava cada vez mais, a presença da mãe.
— Mamãe, essas aulas na academia estão me matando.
— Hanna, você precisa de repouso como o médico recomendou.
— Vou pedir licença - maternidade. Na verdade eu vim para contar as novidades.
— Se é sobre dona Isabel, Gustavo me contou tudo.
— Não é sempre que a gente encontra um espião, ou melhor, uma espiã que viveu entre os índios durante anos. E Gustavo, também contou sobre o congresso que acontecerá esta semana?
— Contou mas eu já sabia. Eu sempre recebo e-mails sobre esses congressos.
— O futuro do Gustavo está na fábrica e ele vai a este congresso quer ele queira ou não.
Cara, você não conhece seu irmão. Ele não aceita as coisas assim tão facilmente e ele não gosta que se metam na vida dele.
— Ah tá, mas ele pode se meter na minha e na da brigada também. Ele sabe de muita coisa e isso requer disciplina.
— Não é bem assim...
— Como não?! Gustavo é inteligente, apenas... um pouco desajeitado.
— E pensar que essa tal Isabel é uma espiã.
— A senhora sabia que ela precisou se submeter a vários meses de treinamento para tornar – se uma líder comunitária e se infiltrar na comunidade indígena a fim de descobrir sobre os alimentos doados pela Design Motors que estavam sendo desviados a caminho da aldeia? Tudo porque uma quadrilha roubava a mercadoria à beira da estrada para vender na cidade - imagina - para os próprios índios que lá iam em busca de alimentos. Um absurdo!
 — Acho que um dia desses, vou tomar chá com dona Isabel. Inclusive ando com uma dor de estômago.
— Está decidido. Gustavo será o futuro espião da brigada.
— Hanna, Gustavo seu irmão um espião? Imagina. 



 Gustavo o espião


Gustavo e a brigada




Operação Amazônia


Preparado para a nova historinha?
Leia NINJA.



sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Pérola



        Assim que toquei a campainha, ouvi um grito que vinha dentro da casa da dona Cinthia. Pedi licença e entrei correndo.

Dona Cinthia estava agachada no chão do quarto à procura de alguma coisa.

— Boa tarde dona Cinthia? O que se passa?

— Ajude-me a procurar a pérola que descolou do meu anel.

— Trouxe um pedaço de bolo para tomarmos nosso chá – disse, enquanto ajudava a procurar a pérola.

— Sabe – disse ela – este anel tem um valor inestimável.

Me foi dado pelo meu falecido marido em nossa primeira viagem de navio.

       
 Lembro – me do anel que dona Cinthia ostentava no seu dia a dia, em que ela não o tirava do dedo nem para cuidar das flores do jardim, nos fundos da casa.

Desde que mudamos para Pinheiros, dona Cinthia sempre nos tratou muito bem. Nas tardes de sábado, nos presenteava com pedaços de bolo, e assim retribuíamos com o mesmo gesto, tanto eu quanto minha mãe. Porém ultimamente, as idas e vindas de pedaços de bolos já não eram tão frequentes, e era eu quem mais ia à casa da dona Cinthia. 

— Lamento o desaparecimento da pérola do seu anel. Quem sabe um dia ela aparece. E então, vamos tomar nosso chá?

Nos dias que se seguiram, a casa da dona Cinthia permaneceu fechada, e soube pela minha mãe, que dona Cinthia partiria em mais uma de suas viagens, patrocinada pelo filho.

— Coitada mãe, dona Cinthia naquela casa morando sozinha.

— Sozinha e Deus – respondeu.

Dona Cinthia, desta vez não voltaria mais para casa. Assim que cheguei da faculdade, soube que dona Cinthia havia tido um mal súbito no navio, à beira da piscina, tendo sido socorrida, morrendo em seguida mesmo antes de chegar à terra firme.  Às vezes penso que o desgosto de não ter achado a pérola do seu estimado anel, que havia sumido no chão do quarto contribuiu para o triste fim dela. Ela ficou muito triste e a depressão provavelmente teria contribuído.

O filho da dona Cinthia colocou a casa para alugar. Vi quando ele chegou de carro que acredito ser um Audi, na cor branca, estacionando – o na frente da casa, juntamente com a presença do corretor de imóveis que colocava a placa no portão.

Sempre achei Vinícius um rapaz atraente, porém era uma pessoa muito sóbria com ternos de cor escura e sapatos de feitos de couro. Nunca soubemos em que trabalhava, mas sabíamos que ganhava muito dinheiro. Nas poucas vezes em que nos encontramos na casa da dona Cinthia, trocávamos apenas um “bom dia” ou “boa tarde”, nada mais que isso.

Casa alugada, soubemos que veio morar uma senhora de meia – idade. Era uma costureira, pois a placa pendurada na janela anunciava: REFORMA – SE ROUPAS. Finalmente eu e a costureira Dona Rosa, nos apresentamos na fila do caixa do supermercado.

         Combinei com ela numa tarde de sábado que fizéssemos vestidos novos para mim. Dona Rosa me disse que teria prazer em confeccionar um vestido de noiva para dar - me de presente. Talvez soubesse por alguma fofoqueira da rua, que eu namorava um rapaz já havia dois anos.

— Marcos não tem pressa para se casar dona Rosa.

— E você está esperando o quê para pedir ele em casamento.

Assim que a ouvi dizer isso, respondi dando risada:

— A senhora é mesmo moderninha.

Insistindo respondeu – me séria que me deu até medo:

— Peça ele em casamento porque o tempo passa.

Realmente passa mesmo. Fui para casa e Marcos estava prestes a chegar para sairmos e festejarmos nosso aniversário de dois anos de namoro, porém detalhe: ele nem sequer tocou no assunto e partiu para uma conversa de ter sido convidado pela empresa onde trabalhava para abrir uma mais uma filial na Argentina e que pretenderia ir casado. Contei então sobre o vestido de noiva.

— E então você aceita – disse – me em tom afirmativo.

— Marcos, não é bem assim. Você me pega de surpresa e estas coisas não se resolvem da noite para o dia. Não sei, vou pensar.

— Não pense, minha querida. Coloque o vestido de noiva e a festa será por minha conta – respondeu Marcos em tom seco sem emoção alguma, como se fosse um negócio.

E foi assim que aconteceu. Tranquei a matrícula do meu último ano na faculdade de engenharia para me casar com Marcos.

Chegando à Argentina, encontramos o apartamento todo mobiliado e bastante comida na geladeira.

Eu que sempre imaginava juntos, eu e o Marcos comprando a cama de casal e decorando nosso apartamento em fins de semana como outros casais planejando o futuro, me senti decepcionada.

O contrato de Marcos expiraria em três anos e já no primeiro ano, eu não aguentava mais ficar presa em um apartamento que nem era nosso e sim emprestado pela empresa.

Sentia saudades da minha rua, da casa dos meus pais e dos meus vizinhos e amigos.

Eu e Marcos discutíamos frequentemente.

— Falta alguma Beatriz? - argumentava Marcos naquela tarde de domingo, com as mãos ocupadas pelos relatórios tentando de me convencer que aquilo tudo era uma maravilha.

         Na mesma noite fui para o quarto e liguei o notebook.

         A conexão estava péssima, mesmo assim consegui falar com mamãe. Foi quando ela me deu a notícia de que papai não estava bem.

— Pode me esperar mãe, que eu já estou chegando - dizendo convicta de ela poderia contar comigo.

Deixando Marcos na Argentina estava eu de volta. Larguei as malas no meio da sala e fui direto para o meu quarto. Que saudades!

Os objetos encontravam - se no mesmo lugar parecendo estarem a minha espera. Talvez mamãe adivinhasse alguma coisa.

         Abri o guarda – roupa e os vestidos que dona Rosa havia feito nem cheguei a usar. Havia uma caixa sobre a cômoda. Era o vestido de noiva.

— Mamãe! – ouvi os passos dela chegando do hospital.  

Ela entrou em silêncio até meu quarto.

— Como está papai?

— Não está nada bem, filha.

Ela sentou – se à beira da cama onde muitas vezes sonhei em ser feliz.  

— Mãe porque a senhora não desfez dos meus vestidos? E esse aqui? – apontando para o vestido de noiva.

— Ele é tão bonito, não é filha? Veja esse enfeite, o detalhe do miolo da flor feito com esse botão. Parece uma pérola não parece? 

— Mamãe, a senhora está bem?

— Foi um casamento às pressas, não foi filha?

— Nem me fala mamãe. As coisas entre eu e Marcos não estão nada bem. E o pior: estou grávida.

— Grávida! Agora que seu pai...

— O que tem papai?!

— Seu pai foi desenganado pelos médicos. Logo partirá e não conhecerá o neto ou neta. É menino ou menina?

Ouvindo mamãe dizer todas essas coisas comecei a chorar e ver que minha vida estava bagunçada. Mesmo assim não desviei o olhar do enfeite que nem havia reparado no dia do casamento, e me fez lembrar algo do passado.

Após o enterro do papai, Marcos cobrava meu retorno à Argentina.

Mesmo pelo telefone disse a Marcos que eu não voltaria e que retornasse ao Brasil para assumir a responsabilidade da vinda do nosso filho que estava prestes a nascer.

— Beatriz, que hora mais inconveniente para você ter esse filho. Poderíamos ter planejado melhor e...

Sem esperar o que ele acabara de dizer, desliguei o telefone, mas antes ele me ouviu pedir o divórcio.

Fui para o quarto, peguei o vestido de noiva com raiva e quase o em rasguei, mas resolvi dar para alguém que pudesse ser realmente feliz. Olhando para o enfeite, ele me intrigava. Decidi arranca – lo e levar para dona Rosa para saber onde ela havia comprado o enfeite, que agora me intrigava.

— Não comprei, fiz com retalhos que sobrou da costura.

— E esse detalhe do botão?

— Ah, eu achei no chão do quarto.

— No chão do quarto. Como assim?

— No chão do quarto perto do guarda – roupa. Deve ter caído de alguma fantasia da pessoa que morava aqui.  Eu achei bonito e colei no enfeite, imitando um miolo de flor. Ficou bonito não ficou?

— Ficou sim dona Rosa e nem deu tempo de agradecer seu presente. Foi tudo tão corrido. Mas voltando, a senhora pode me mostrar onde foi que o achou?

— Venha ver – seguindo – a até o quarto onde era da dona Cinthia

Entramos no quarto e ela apontou na direção do assoalho.

— Então ela esteve aí todo esse tempo.

— Ela quem?

— A pérola do anel da dona Cinthia.

— É uma pérola?

— Sim, legítima.

E contei toda a história envolvendo a pérola

— Pois iremos devolver essa pérola.

— Dona Rosa, dona Cinthia morreu.

         — Devolver para o filho da dona Cinthia, aquele que você me contou.

         —  Vou ligar para a imobiliária e pedir o telefone dele. Você liga e devolve isso, combinado?

         — Combinado – respondi contrariada, achando que eu pudesse vender a pérola para pagar o enxoval do bebê.

         Eu e Vinícius nós encontramos em casa mesmo, pois mamãe gostaria de conhece – lo.

         Logo que Vinícius chegou, naquela tarde de sábado, tomamos um chá, e devolvi a pérola para ele, contando a história da pérola do anel da dona Cinthia, perdida no chão do quarto. 
                     
  — Gostaria de voltar outras vezes para conversarmos – disse Vinícius ao sair.                                                    

                               — Com certeza.  

        Sendo assim, saímos por diversas vezes. Vinícius gostava do Marcos Júnior e se dava muito bem com mamãe.

        Meu divórcio havia saído e Marcos mandava todo mês, da Argentina, a pensão do menino.

        Vinícius trabalhando num escritório de engenharia, me incentivou a voltar e completar o curso de engenharia e quem sabe virar sócia no escritório.

        Um belo dia, Vinícius trouxe um champanhe e perguntei onde era a festa. Ele de joelhos aos meus pés abrindo uma caixinha de joia me pedindo em casamento. 

Arregalando os olhos reconheci a pérola que agora estava no anel. 
— Vinícius, não vai dizer que é a pérola...

— É ela mesma. Bia, você quer casar comigo?